AGREGANDO VALOR AO SISTEMA MUNICIPAL DE SAÚDE
O Sistema Único de Saúde poderia ser o melhor “plano de saúde” do mundo se os usuários e o próprio gestor soubessem utilizar os serviços de forma programada e entrando pela porta mais adequada para cada tipo de problema.
As maiorias dos conflitos locais estão situados na falta de compreensão da comunidade em relação ao princípio básico da “hierarquização” da complexidade dos diferentes tipos de serviços e na fragmentação dos serviços locais que normalmente estão organizados para “facilitar a vida de quem atende” ao invés de “facilitar a vida de quem vai ser atendido” – o usuário!
O PROGRAMA BATA NA “PORTA CERTA” tem como objetivos:
- Capacitar a População de uma comunidade ou Município para o USO CORRETO DO SISTEMA LOCAL DE SAUDE, visando à redução de filas e custos no sistema;
- Organizar o Sistema Municipal de Saúde pela VISÃO DO USUÁRIO, obtendo o devido reconhecimento político institucional da comunidade.
METODOLOGIA E FASES DE IMPLANTAÇÃO
FASE I – Diagnóstico das práticas de gestão e levantamento da REDE FÍSICA E DE SERVICOS OFERECIDOS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO.
- Mapeamento territorial e práticas gerenciais - Mapeamento da oferta de consultas, serviços e programas atuais; Diagnóstico dos sistemas de informação e comunicação existentes (hardware, software, telefone, etc.);Identificação dos fluxos de referencia e contra-referência existentes no território e fora dele;
FASE II – CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA A SAÚDE (PROTOCOLO OPERACIONAL)
- Definição e consenso do “cardápio” padrão (oferta de consultas, serviços e programas) para ser utilizado pelo Sistema; Definição do Mapeamento e Territorialização da Rede Primária de Atenção a Saúde (Unidades e População envolvida); Definição dos fluxos de encaminhamento dos usuários para serviços de diagnostico, terapias e internação hospitalar para atendimento eletivo (programado);Definição dos fluxos e locais para PRONTO ATENDIMENTO (DEMANDA LIVRE) fora dos expedientes de funcionamento da rede local – consultas;Definição dos fluxos e locais para atendimento de URGÊNCIA E EMERGÊNCIA;
- Construção do livreto de orientação com conteúdo explicativo sobre o funcionamento do SUS local.
FASE III – CAPACITAÇÃO DOS SERVIDORES ENVOLVIDOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO
Realização de Palestra: Como Encantar o usuário do SUS com conteúdo:
- A tipologia de usuários; o acolhimento nas UBS; a “abertura de porta”; como receber os usuários na primeira hora; substituindo as “fichas” de agendamento por agenda programada para os atendimentos eletivos; garantindo o “pronto-atendimento” durante o dia para os usuários das micro-áreas; como se relacionar com os usuários; técnicas de sedução e encantamento.
FASE IV – PROCESSO PERMANENTE DE CAPACITAÇÃO DOS 100% DA POPULAÇÀO RESIDENTE
- Distribuição do Livreto – Bata na Porta Certa – 1 por unidade residencial;
- Mobilização da intersetorialidade: Associações de Moradores, Clube de Mães, Clubes de Serviços, Conselho Municipal de Saúde, Diretores de Escola, Professores e outras lideranças locais para apresentação do Programa e construção de parcerias;
- Preparação dos Agentes Comunitários de Saúde para serem os multiplicadores do programa e treinamento das comunidades.
OS RESULTADOS DO PROGRAMA BATA NA PORTA CERTA!
O novo “momento” do Sistema Municipal de Saúde está por exigir do Gestor à mudança de um modelo pautado pela fragmentação dos serviços, por um que privilegie uma Política Municipal de Saúde orientada para prestar serviços de maneira contínua, no tempo certo, no lugar certo, com o custo certo, a qualidade certa e especialmente que assuma o compromisso de se responsabilizar pelos usuários, criando na população a sensação de proteção social.
A implantação do Programa Bata na Porta Certa é um investimento com repercussões positivas capaz de produzir:
- Reconhecimento da população e agregação de valor político institucional ao Sistema Local de Saúde;
- Fortalecimento da capacidade do Gestor na construção de parcerias comunitárias;
PRAZO DE IMPLANTAÇÃO:
- Estima-se um período de 6 (seis) meses necessários para a preparação do Programa com envolvimento da Estrutura de Gestão do SUS no âmbito local.